2010...
... bom la em 2009 nos tinhamos ido varias vezes a barra do sul com o Bruno no carro dele, ou melhor do pai dele, mas antes disso...
Uma noite deu a loca e fomos pro sitio novo, o Bruno foi tirar uma moça pra dançar, mas parecia que ele estava pedindo esmola pra ela, depois foi em outras e pegou um brinco do chao pra puchar assunto. enfim aquela noite tivemos uma louca ideia. Estavamos la fora no ponto de Onibus, e era 5 horas da manhã e nada de onibus, não tinhamos grana pro taxi (como sempre) nunca temos grana pra nada, nem pra beber la dentro, as vezes dividimos o mesmo copo de caipirinha de vinho. era 5 da matina e nós la esperando, demorou mas veio cheguei em casa 6 e30 tomei cafe e fui trabalhar. no Domingo isso mesmo. mas o importante é que la no ponto tivemos a ideia de comprar um carro. nada nos fez tirar essa ideia da cabeça. O Maicon e eu fomos atras do carro.
Meses antes iamos atras de emprego. agora estavamos atras dum carro, procuramos, enrolamos, esquecemos, relembramos, corremos atras e acabamos comprando um passat 81.
Esse carro estava um tempão parado na frente de um condominio do lado da minha casa. Olhamos o bichão tava inteiro, e o cara queria 2500 e enrolamos ate compra-lo por 2000. Na hora de buscar o carro, jogamos a ideia de que teriamos que gastar 100 reais pra arrumar o motor que tinha umas falhinhas, entao iriamos pagar so 1900, o cara aceitou. pegamos o carro e ja levamos pra casa, antes fomos no Patrick que rachou o bico da passatera, vimos alguns defeitos nele tambem na parte eletrica, e em todo o resto, porém por dentro e de lata ele estava otimo. Levamos pra casa e mostramos pros meus Pais que assim como os outros riram. Nosso objetivo era melhora-lo, mas a grana tava curta. então primeiro levamos ele no mecanico. Custou 260 pila, 160 a mais do que era esperado. mas o motor ficou show de bola. o carro tava muito bom. Então fomos com ele pra faculdade, quando estavamos entrando numa das ruas mais movimentadas de joinville a Benjamim Constant, ele morreu e não tinha santo que fizesse ele pegar, nem sinal dava de vida. O maicon dirigindo e eu dando sinal pros carros de tras ultrapassar. ate que olhei tinha mais ou menos uns vinte esperando pra nos entrarmos, ai o jeito foi esperar eles sairem e empurrar o carro pra frente de uma empresa que tinha do lado, um grande patio, na frente. empurramo o bicho e nada dele pegar. abandonamos ele ali e fomos de pé ate a aula. depois da aula voltamos la pra tentar leva-lo pra casa. chamamos dois caras pra empurrar mas nada funcionou, colocamos mais gasolina e não funcionou, e nada dava certo. e ligamos pro dono do carro que foi no outro dia la busca-lo com o mecanico, que teve de pagar o guincho ate a oficina. ele arrumou o bixo e não gastamos nada desse vez.
Mas a outra vez foi muito mais constrangedora. tive que pagar a facul do maicon, ai ja descontei o mecanico que ele pagou e tres prestações do carro que eu devia pra ele. depois fomos atras de uma floricultura e não achamos nenhuma, isso que joinville é a cidade das flores, mas naquele dia acontecia algo raro, choveu muito em Joinville coisa que acontece cerca de 350 dias por ano aqui. Iamos entrar em outra grande rua as 5 da tarde, mas novamente o bixo morreu e nada o fazia pegar de novo e tinha mais ou menos uns 20 carros parados atras pra entrar, entao uma boa alma passava ao lado e perguntou se precisava de ajuda pra empurrar: claro que queremos, pra nossa sorte tinha uma oficina logo ao lado e ja levamos la, ai esta o constrangedor, o cara fez uma chupeta, fez de tudo e nada, derrepente descobriu o problema. Carro não anda sem gasolina. Usamos a desculpa de que o marcador de gasolina não funcionava, entao o maicon correu na chuva pra pegar gasolina no posto, ao colocar a gasolina o marcador marcou por incrivel que pareça; não precisamos pagar nada de novo, o maicon com o susto e medroso do jeito que é, queria voltar pra casa, mas eu teimoso do jeito que sou queria ir atras de uma floricultura, e o maicon medroso nao passava perto do centro com medo da policia. ( o carro nao dava o pisca pra direita, nao tinha luz alta, nem luz de placa, nem de ré, nem cinto, não tinha freio de mão) então pra não arriscar o maicon parou antes da rua Blumenau (que divide o bairro do centro) ai eu fui de pé ate o Big, porque não achei nenhuma floricultura, la comprei as flores, comprei tambem um guarda chuva, e tambem umas roupas e uma caixa de bombom. (nada me faria desistir de comprar essas flores, porque era aniversario de alguem muito importante pra mim, nem a chuva, e o transito e nosso pal velho me fez desistir de correr atras delas,) Demorei pra cacet*, mas tava feliz porque as mulheres elogiaram o meu bom gosto em escolher azaleias com uma caixa de bombom. mas ja o maicon tava pu*o, quando eu chegei todo molhado e correndo na chuva com uma porrada de sacolas e flores vi o maicon dando a volta e pensei que ele ia embora, ai eu bati no vidro, ele abriu a porta e eu entrei: po cara achei que tinha ido embora. ele começou aquele chororo, porra cara que demora, meu eu tinha coisa pra fazer, meu ta chovendo, meu tem transito, eu tava dando a volta pra ir embora sorte a tua. depois de ficarmos meia hora pra atravessar uma rua, a chuva embassava o vidro nao dava pra ver nada, o maicon se enfiou na frente e conseguiu entrar, acelerou numa rua de calçamento e acabou quebrando uma parte da frente do carro ,(de plastico que fica ao redor dos faróis) embora essas coisas, teve uma porrada de historias que conto depois, agora vou buscar a mana na creche.(ops isso não é twitter)