(cilada)
Quero antes de mais nada contar como foi a virada:
Eu peguei férias do dia 24/12/2010 até dia 06/12/2011 depois de passar a véspera de natal aqui em casa com a família, e ser aquela mesmice espumante, peru, sorvete assistir ao filme Shrek para sempre. Eu não dormi fiquei no computador a noite toda, no natal pela manhã viajamos para passar o natal com os parentes no sitio do tio Osmar, onde o Pai só pescou. Lá pelas 4 da tarde eu já estava morrendo de sono dentro do carro. Apaguei na viagem de volta só acordei quando paramos num posto por causa da tempestade muito forte, chegamos em casa e eu dormi das 6 da tarde até o meio dia do dia 26 quando escrevi o livro.
Nos dias que antecederam o ultimo do ano, eu fiquei em casa, maluco desesperado, precisando de coisas novas, aventuras novas, precisando me sentir novo, estava muito entediado louco pra sair correndo pra praia, no dia 29 troquei de quarto com minha irmã do meio e agora divido o quarto com minha irmã de 5 anos pelo menos tem ar condicionado, é mais fresco, não tem pernilongos, tem menos barulho, menos conversas ao lado, um verdadeiro oásis, então isto me confortou um pouco, mas eu precisava de mais. No dia 30 liguei o dia todo para o Bruno, para irmos á Barra do sul, ele não atendia, sai na rua pra ver se ele estava em casa, passando na frente da casa dos velhinhos podres de ricos, estava lá o bruno sentado com os pais conversando com os velhinhos. Eu imaginei: porque ele tá junto nessa? Ele não é disso! Deixei de lado a ideia e me conformei em ficar em casa e no réveillon passar no barraco dos meus avós (na ‘’favela’’) no bairro João Costa aqui em Joinville. Nisso o telefone toca e era o Bruno convidando pra ir pra enseada. Arrumei-me em 2 minutos tava na casa dele com a mala e pronto pra viajar. Partimos em quatro: Dona Jovelina (mãe do Bruno) Seu Bruno (Pai do Bruno, e sem criatividade pra colocar um nome no filho) O Bruno Júnior e eu.
Já na saída de Joinville começou a fila de carros, depois de 2 horas e meia andando e parando naquela fila pegamos alguma velocidade, quase na enseada o carro começou a chiar, depois de dizer que não era nada e insistir mas levar bronca da mulher Seu Bruno parou o carro, a roda tava pegando fogo, não literalmente claro, estava muito quente, ele esperou um pouco abriu um saco com uma cuca e foi comendo, levou mais uns esporros da mulher e do filho, principalmente depois de dizer pro filho estudante de engenharia mecânica que era pra jogar uma agua gelada na roda pra ver se esfriava. Logo após o Bruninho tentar ajudar duas gatinhas e eu já estava no carro e nem deu tempo de dar nosso endereço na enseada pra elas, partimos. Chegamos ao prédio de frente para o mar, O Bruninho e a sua mãe se embabacaram para abrir o cadeado do portão, depois de subirmos com as malas até o terceiro andar, e o Seu Bruno ficar bravo dizendo: eh e eu sou so o chofer? Bruninho tentou novamente e conseguiu abrir o portão, desta vez pelo lado de dentro do prédio. Entramos no apê e que apê, 2 quartos com 3 camas e 2 beliches e uma suíte uma cozinha com mais coisas do que a minha cozinha, whisky importado da Escócia que dois dias depois eu vi no BIG a venda, uma sala super-confortavel, mesa de jogos, baralho, sem contar a boa vista de todas as janelas, só faltou o essencial: cerveja.
Eu tinha ficado meio cabreiro porque em Joinville eu tinha pago 18 reais numa caixa de Brahma, achei caro e não bebi lá no réveillon da família, então o Bruninho e eu partimos atrás de uma caixa de ceva pra tomar lá no apê com os velhos dele. No único bar que vendia caixa inteira gelada, pagamos 28 na caixa de skol porque a Brahma era 34 a caixa. Quando voltamos para o apê todos já queriam dormir, bando de vadios, chatos, e preguiçosos, foi o que eu pensei (não conta isso pra eles) Estamos de férias na praia deixa pra dormir em casa, aqui é pra curtir, eu estava louco pra tomar aquela cerveja, jogando um truco depois de uma volta na praia. Mas tive que tomar uma cerveja, comer um cachorro quente que a mãe do Bruninho tinha feito, e ir dormir eu já tinha escolhido um quarto pra mim, mas a mãe do Bruno disse que já tinha arrumado uma beliche pra mim dormir, e era no mesmo quarto que o beliche do Bruno, pra não descontentar a mulher eu fui lá mesmo né. Deus que me perdoe, o guri fechou a janela, colocou uma meia e uma calça comprida puxou uns cobertores e não deixou de maneira alguma eu ligar o ventilador, então eu virei o ventilador pra parede, o vento batia na parede e ‘’refletia’’ em mim, estava bom, estava sossegado, estava na mais fraquinha velocidade, mal fazia barulho, mas o guri levantou desligou o ventilador, tirou da tomada e colocou no canto alegando que fazia muito barulho e ele não conseguia dormir, isso que a cada 5 minutos passava um carro a rua com som alto, e varias pessoas passeavam conversando, mas o que não deixava o guri dormir era o meu pobre ventilador. Pois é ‘’parece que tá tudo no esquema, mas to sentindo o cheiro de problema, sempre tem alguma coisa errada, falei pra você, só pode ser CILADA. ’’
Depois de morrer de calor, me bater com os pernilongos (eu demorei quase um minuto pra escrever a frase acima nos quais uns 30 segundos foram na parte dos pernilongos, saíram, peRnelongos, perlinoigos e outras coisas mais.)
Eu dormi um pouco e no ultimo dia de 2010 aniversario da minha mãe, acordei meio que triste por passa-lo pela primeira vez longe dela, e feliz por passa-lo na enseada, fiz café e tomei um café com um bolinho, quando o segundo acordou que foi a mãe do Bruno, eu estava assistindo ao Mais você especial, (que maravilha ver a Ana Maria Braga dançando o Rebolattion no dia 31 de dezembro pela manhã) ela ficou de cara quando viu que eu tinha lavado a louça do dia anterior e feito café, me deu uma onça (50 pila) pediu pra mim ir comprar pão, eu que já conhecia todo o bairro e ela e o marido se perderam horas mais tarde quando foram na esquina comprar uma carne pro fim do dia.
‘’O pão da praia’’, é assim que nós padeiros se referimos aos pães mal feitos em joinville. A fila na padaria era imensa e o pão era nanico e caro, voltei pra casa e só la pelas 10 horas o Bruninho foi acordar, Antes disso o seu Bruno foi atrás de um mecânico para a roda que chiava.
Perto das 11 horas o ‘’GURI’’ como citado neste capitulo partimos pra Praia.
A praia, também tem ciladas? E como.
Mas também tem coisa engraçadas, como o caso do vendedor de castanhas de caju, com um saco de mais ou menos um metro de altura na cabeça, onde não havia menos de 25 quilos de castanhas ele andava tranquilo e berrava:
‘’OLHA A CASTANHA DE CAJU, QUEM NÃO PIDIU PIDA!
PIDA LOGO! PIDA PORQUE ESTÁ CABANU”
Acho que esse ‘‘Pida’’ era um espécie de estratégia de marketing.
Como sempre tinha umas barangas de biquininho rebolando achando que está arrasando, mas na verdade está estragando a paisagem, enquanto as belas mesmo estão torrando na areia, agora vê se você não concorda comigo, viajar 80 km, gastar dinheiro com gasolina, pedágio, aluguel de casa de praia e suprimentos, pra chegar na praia e não aproveitar o mar, só ficar na areia se bronzeando, é uma bela de uma sacanagem né. Aqui na cidade também esta quente e tem sol, bota um biquíni e deita no asfalto que fica negona. Eu, pelo menos, vou a praia pra me refrescar do sol quente, pra fugir do calor mal ‘’utilizado’’ na cidade (sem praia), ir a praia pra pegar sol é perca de tempo. Vá a Praia pra fugir do sol.
Como saímos de repente e não passamos protetor, voltamos pra casa vermelhos queimados, quando era quase uma e meia da tarde, ainda não tínhamos almoçado então voltamos a passear na enseada, desta vez para colocar créditos nos celulares do Bruno e no da mãe dele, depois de rodar todos os comércios do Bairro e vermos que não vendiam créditos da operadora dele, todas menos a dele, passamos em uma loja de lembranças onde compramos camisas com frases engraçadas, foi difícil escolher entre:
‘’Sogra é que nem batata, as boa tão debaixo da terra.’’
‘’Evite ressaca, mantenha-se bêbado’’
‘’faça amor com segurança’’ verso ‘’SEGURANÇA’’
Entre outras, todas com a marca ‘’ Enseada, São Francisco do sul - SC,’’ em baixo.
Eu comprei três
A primeira era idêntica a camisa dos salva vidas, tinha o símbolo dos salva vidas e esta escrito na Logo,’’ SALVA LINDAS’’, E atrás ‘’E AS FEIAS SE DER TEMPO’’ A outras duas eram de pescador: uma dizia assim:
‘’PROCURA-SE, Mulher pra casamento. Que saiba cozinhar, limpar peixes, arrancar minhocas, e que seja proprietária de um pesqueiro no pantanal com barco a motor 25 hp. Favor enviar fotos: do barco, do motor e do pesqueiro.’’
Ou seja o cara só quer pescar nas costas da mulher, e ainda quer que ela arranque as minhocas limpe e cozinhe os peixes.
E a terceira comprei pro meu pai mas usei na hora da virada, (Porque era a única camisa limpa e fresca ‘’e branca’’ que eu tinha.)
‘’Quem Pesca vive menos
Menos estressado
Menos irritado
Menos preocupado
Menos p. da vida’’
Meu pai pesca e ainda vive com essas características, para vocês terem uma ideia no natal ele estava pescando, e um peixe escapou então ele estava contando pra minha tia, que o peixe arrebentou a linha levou tudo o anzol o empate, e eu continuei o empate a prorrogação os pênaltis. E ele já meio irritado disse, Jonathan eu to falando sério, fica brincando, e eu resmunguei, ah vai morrer agora porque o motherfucker do peixe fugiu, vai acabar o mundo. (Bom é mais ou menos sobre isso que eu falo no capitulo PRATHER. Relaxa não seja rabugento se irritando por qualquer coisa. Só porque o peixe levou o empate a prorrogação e os pênaltis. Não te tirou da copa do mundo, e nem se fosse a tal.)
O Bruninho comprou duas camisas (eu já tinha esquecido de que estava contando essa historia) como ele ‘’ama’’ o cunhado, comprou a tal:
‘’MEU CUNHADO É DEZ:
DEZ ajeitado
Dez organizado
Dez miolado
Dez orientado
Dez arrumado
Dez equilibrado
Dez confiado
Dez trambelhado
Dez ajuizado
Dez dentado
Total 100 Vergonha.’’
E outra igual a minha do procura-se mulher pra casamento que faça e tenha aquelas paradas todas.
Naquele dia almoçamos três da tarde, tiramos um ronco até as 6 fomos pra praia de novo, caminhamos apenas não entramos na agua, ficamos na festa que tinha na praia quando começaram os foguetes:
FOGUETES EM MÃOS DE Bêbados = PERIGO = CILADA = CORRAM PRAS COLINAS!!!!!
Eu sou meio ‘’escamado’’ (para os mais antigos eu não sou peixe, quero dizer que sou meio desconfiado, medroso, pé atrás). Então ficava prestando atenção aonde tinha gente com foguete e para que lado eles direcionavam, e então eu ficava do outro lado, eu estava nervoso, estava longe de casa, da família, mas estava num show de reggae, então relaxei, e nessa relaxada o cara na frente coloca um foguete no chão o foguete cai e quando vejo e tento virar o rosto é tarde demais.
Para minha sorte o tal foguete não explodia e não tinha fogos, eram apenas cinco ‘’espirradas’’ que assoviavam no ar, como ele caiu uma ‘’espirrada’’ assoviou no meu olho, na hora achei que era areia, mais tarde vi outro foguete igual e percebi o que era, o negocio pegou a milímetros dos grãos dos meus olhos, a parte branca ficou toda vermelha e a parte atingida ficou SUPERVERMELHA. Eu fique P. da vida, principalmente porque o cara que soltou o foguete viu que a bagaça dele atingiu meu olho e riu, desculpa meu amigo mas FIADAPU ELE. Saímos dali, eu estava meio sem clima, eram 7e30 da noite mas estava ficando chato, caminhamos ate o fim da praia e vimos um cara muito irritado gritando com um policial:
- Algum desgraçado roubou meu carro, fiadapu.. ta aqui a chave do meu Astra. Os fiadapu.. levaram meu astra caral.. .
Policial (capitão nascimento) O SENHOR BAIXA A VOZ, QUEM O SENHOR PENSA QUE É, O SENHOR TENHA RESPEITO, O SENHOR BAIXA A VOZ AGORA.
Se eu fosse o cara, relaxava e aproveitava a praia por mais tempo, depois fazia um BO, e tinha uma boa desculpa pra dar ao chefe na empresa.(mentira, eu ia fica muito cabreiro, imagina um Astra, se fosse o Passat era um favor, mas um ASTRA.)
Eu reclamava do olho que estava doendo, e meu ‘’GRANDE PARCEIRO BRUNO’’ dizia: Para de reclamar, já está ficando chato, parece um velho. Parece que ele não se conhece, se fosse ele, ia faze cena, ia reclamar um monte com o cara que soltou o foguete, ia reclama do cara pra policia, ia reclamar a viagem toda, ia ser um drama, mas comigo não né, não estraga meu findi ANO.
Então voltamos para o Apê, eu totalmente sem clima de fim de ano, me faltava o ar, quase chorei, o stress era forte, a vontade de sair na rua e passar a virada na praia era grande, mas na minha cabeça parecia que havia uma guerra civil lá fora, e eu estava refugiado ali dentro, enquanto olhava pela janela a as pessoas na rua indo em direção a praia aos montes, cada 5 minutos passavam uns 60 por vez. Então tentei relaxar assistindo ao show da virada, e fiquei totalmente sem clima quando começou a apresentação do Restart.
Mas quando eram 11e30 nos arrumamos pegamos um espumante e saímos para a praia, uma caminhada de 5 minutos durou na minha mente uns 20, quanto mais perto da Praia mais legal ia ficando, e a guerra civil mais perigosa na minha cabeça, quando chegamos na praia, tinha tanta gente, que relaxei, comecei a pular com a musica, e brincar parecia uma criança. Quando o cara soltou um foguete igual ao que caiu no meu olho e o pavor voltou, me escondi atrás de uma barraca de uns caras muito loucos bem bêbados e bem feios que acampavam ali. Quando o Bruninho começou a abrir o espumante, e não conseguia abrir eu olhei para o relógio e no exato momento virava o ano, por incrível que pareça como num filme em câmera lenta no momento em que de 11e59 virou 00e00 começou a chover e eu pensei que era espumante, mas era chuva, e todo mundo começou a berrar e pular e se abraçar e se beijar e festejar, e eu gritei ou pensei nem lembro, É DEUS ABENÇOANDO MEU ANO DE 2011. É PRA LAVAR A ALMA, Quando fui cumprimentar os pais do Bruno e ele, estavam tomando espumante debaixo de uma barraca se escondendo da chuva que depois de 2 minutos que começou já tinha terminado, Eita velhice, chatice, sem gracice, eu pensei, estamos aqui pra curtir pra que se esconder da chuva. Que mal molhou direito. Deus é sensacional eu pensei comigo (obvio que pensei comigo, como vou pensar contigo?) Cheguei cumprimentar uma galerinha bonita, 5 garotas e 3 garotos que estavam ali, depois de alguns 15 minutos e os foguetes estourando no horizonte o Seu Bruno diz: é já ta quase dando a hora. Eu comecei a rir mas tive que brincar: que ta quase dando a hora a homem, já é meia noite e quinze pô!
Andando até o palco o chinelo sujo de areia, arranhava os dedos , então o Bruno e eu tiramos e carregamos na mão, mas muito cuidadosa a mãe dele disse: coloca essa chinelo no pé guri, não vê que pode ter cacos de vidro.
É verdade, mas que graça tem andar de chinelo na praia?
Quando paramos em frente ao palco ao som do ki beleza, eu já animado junto com o pessoal a cantar e fazer aola e coisarada, o pai e a mãe do Bruno diziam:
É, vamos pra casa, isso ai não vai da nada, tá sem graça, vocês estão com a roupa molhada, está todo mundo bêbado.
E eu falei baixinho pro Bruno, que merda né tá todo mundo bêbado e a gente tá são.
Pra não contrariar muito os velhos do bruno que não sabem curtir férias na casa de praia dos outros, fomos em casa e trocamos de camisa.
O bruno e eu já estávamos cheios de historias pra contar, e os pais deles desde que chegaram fizeram o seguinte
O seu bruno foi atrás de um mecânico, voltou almoçou, dormiu a tarde, acordou, viu televisão, jantou e foi pra virada. E ela fez a mesma coisa com exceção da parte do mecânico.
Voltamos pra casa umas 4 da matina tiramos um ronco ate as dez da manha do dia primeiro quando novamente saímos pra praia para mais ciladas.
Desemboca um rio no começo da praia da enseada, fomos tomar banho nesse rio, e o Bruno viu um pessoal pulando da ponte, então o que ele fez? Foi pular da ponte também. Quando subiu lá em cima eu lá em baixo consegui nadar pela primeira vez na vida, cerca de uns 20 metros, só descobri depois que vi que estava muito longe das minhas coisas, da camisa e do chinelo. E o Bruno estava lá em cima, junto com outro cara, antes varias pessoas tinham pulado, exatamente na hora que ele foi pular, o salva-vidas (não lindas) veio apitando e berrando: desce dai seus loucos, desce agora, o Bruno saiu e o outro cara ficou e o salva vidas desesperado berrava: Tu é surdo é? Desce agora
O Bruno pra não levar esporro do salva-vidas deu uma volta gigantesca para não passar pelo tal.
Depois na água do mar o Bruno e eu, conversávamos e ao lado banhava-se uma sereia, coisa mais linda do mundo, e ela prestava atenção na nossa conversa, então o Bruno saiu da água, e ela perguntou?
Vocês são engenheiros arquitetos algo assim?
Eu disse ele cursa engenharia, eu adoro arquitetura, mas faço administração que eu gosto mais. Mas porque a pergunta?
Eu ouvi o papo de vocês, quanta cultura e conhecimento hein. Eu sou Fernanda, sou formada em arquitetura pela UFSC(Universidade federal de santa Catarina)
Prazer Fernanda, então você estava ligada na conversa do Jack e do Bruno aqui.( Falei já me apresentando)
Depois de falarmos algo sobre ‘’porque jack’’
Ela puxou um papo sobre um filme, que nem lembro mais qual era, que o cara conheceu a guria na praia e bla bla bla, eu vi que ela tava caidinha, pelo papo, fui chegando mais perto, falando olhando no ‘’grão do zoio dela’’ quando por debaixo da agua ela pegou na minha mão, não pensei em outra coisa a não ser beija-la, quando tentei fazer isso ela delicadamente colocou os dedos nos meus lábios e disse: Eu não faria isso, está vendo aquele cara lá ó? É meu namorado.
Eu olhei para o cara e respondi: Mas eu não estou vendo o chifre.
Ela ria saindo da agua e dizendo: Bobinho!
Falei pra você só pode ser... CILADA.
De tarde novamente tirarão um ronco desta vez eu não dormi, só fiquei na janela olhando o movimento tomando uma Skol. Depois que acordaram novamente o Bruno e eu Fomos pra Praia, seu Bruno sei lá o que fez, e a mulher dele fez uma faxina geral na casa (super. divertido pra começar bem o ano né). Voltamos da praia e eles tinha saído e ido a casa de parentes (algo aparentemente mais divertido), estávamos com fome então tomamos um banho, e fomos num barzinho, daqueles de praia, superlotado, estilo lanchonete, o nome é Sombreiro, tem dois sombreiros dentro que passam do teto, o único lugar que tinha era uma mesa redonda com dois lugares de concreto bem ao lado de um dos sombreiro. A mesa estava completamente lotada, 5 potes, 2 garrafas, sujeira, depois de muito tempo um louco veio atender, perguntou como foi a virada e tal, então pedi um X bacon e uma ceva e o bruno um X salada, o cara informou que o Lanche ia demorar cerca de uma hora, muitos pedidos e pouca gente na cozinha, então ficamos de boa tomando a ceva conversando sobre: a segunda guerra, o corrida espacial, força g, formula 1, Abu Dhabi, Dubai, corrida no deserto de areia, entre outros assuntos de nerds, de pessoas com cultura e conhecimento. Quando acabou a ceva outra cilada. Chegou um gurizinho muito louco, pra trocar a garrafa por outra cheia, quando ele voltou perguntei sobre um item do menu:
Ei cara! Essa porção de isca de peixes é o que? Um prato cheio de minhocas?
Não cara, é camarão. Pô já vi que vocês tão muito louco, teu olho está todo vermelho (maldito foguete), mas nem da nada cara, eu to trampando desde as 8 da manhã (eram 9e45 da noite) e eu nem dormi ontem por causa do réveillon, to só na base do energético e da maconha. (ele estava insinuando que eu puxei um, e também se entregou, MACONHEIRO DO CARAMBA.).
Voltamos pra casa já era dia 2. No outro dia ‘’cedinho’’ (9 horas tarde pra caramba) saímos de volta pra Joinville, mais três horas naquele chove não molha, transito parado, falei pra você só pode ser CILADA.
Na estrada tinha umas churrascarias baratas abertas era 1 da tarde, nós estávamos com fome, o seu Bruno disse: Não, lá pra frente tem outras; andamos chegamos em Joinville, rodamos toda cidade, nenhum restaurante aberto, falei pra você, mais uma vez CILADA. O jeito foi ir pra casa e comer pão, por sorte eu cheguei em casa e esquentei o que sobrara do almoço. Como eu sempre digo: na minha casa eu como Yakisoba, eles comem tudo Yakisóba eu como. Se vc é burro e não entendeu (desculpa ai) E A QUE SOBRA EU COMO.
Bom esta é uma historia cheia de ciladas, mas quem não vive ciladas, não tem Historias.
Iniciamos mais um ano, reavaliamos o ano anterior, traçamos novas metas em busca da realização de nossos sonhos.
Como é bom ter sonhos, eles libertam nossa imaginação e irrigam a inteligência na busca de novas possibilidades. Quem sonha tem condições de enxergar novas possibilidades e de vislumbrar novos caminhos e se reinventar, ao contrário ficamos paralisados, estáticos e isto é um perigo.
Mas para que isso aconteça há uma força maior que a energia atômica disse Einstein, esta força chama-se Vontade.
Somos movidos a desafios, devemos ser pessoas apaixonadas e preparadas, pessoas que vestem a camisa, tem alto comprometimento, por isso tenho certeza que com este espírito conseguirei triunfar.